Janeiro do veneno: Guerra Química no Maranhão explode com 142 comunidades atingidas em apenas 30 dias, superando todo o ano de 2025
- 24 de fev.
- 10 min de leitura
Monitoramento da RAMA, FETAEMA e LEPENG/UFMA revela escalada da violência com drones; atualização do mapa de 2025 sobe para 122 comunidades. Caso de Pau D'arco do Igapó, em Bacabal, é denunciado à ONU.
1. Introdução
O Maranhão vive a mais grave escalada da guerra química já registrada contra povos do campo, das águas e das florestas. Dados consolidados pela Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA), pela Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado (FETAEMA) e pelo Laboratório de Extensão, Pesquisa e Ensino de Geografia da UFMA (LEPENG/UFMA) revelam um cenário aterrorizante: apenas no mês de janeiro de 2026, 142 comunidades foram impactadas pela pulverização aérea de agrotóxicos em território maranhense.
O número, por si só estarrecedor, ganha contornos ainda mais dramáticos quando comparado aos anos anteriores. Em um único mês, a violência química superou todas as denúncias consolidadas ao longo de 2025, que, mesmo após atualização recente dos dados, totalizou 122 comunidades atingidas.
Este relatório apresenta o balanço atualizado da guerra química no Maranhão, reúne os dados de 2024, a revisão de 2025 (que agora contabiliza 122 comunidades) e o choque de janeiro de 2026, além de trazer a íntegra das comunidades vitimadas e o mapa da contaminação.
2. O Dado que Alarma: Janeiro de 2026
O monitoramento contínuo das organizações identificou 142 comunidades atingidas por pulverização aérea de agrotóxicos entre os dias 1º e 31 de janeiro de 2026. Os ataques concentram-se, majoritariamente, nas regiões de expansão da soja e do milho, com destaque para os municípios de Brejo, Milagres do Maranhão e São Benedito do Rio Preto, que juntos concentram dezenas de ocorrências.
Comparativo histórico: a explosão da violência
Os números escancaram uma curva ascendente que não pode ser ignorada. Com a atualização do mapa de 2025, o retrato da violência fica ainda mais preciso:
2024 (consolidado): 228 comunidades atingidas em 35 municípios
2025 (balanço inicial - set/2025): 110 comunidades em 29 municípios
2025 (dados atualizados - fev/2026): 122 comunidades atingidas em 32 municípios (+12 comunidades e +3 municípios)
Janeiro de 2026: 142 comunidades atingidas em 16 municípios (supera o total revisado de 2025 em apenas 30 dias)
Tabela 1: Evolução das comunidades atingidas por pulverização aérea no Maranhão
Período | Comunidades Atingidas | Municípios Atingidos | Média de comunidades por município |
2024 (total) | 231 | 35 | 6,6 |
2025 (balanço inicial) | 110 | 29 | 3,7 |
2025 (dados atualizados) | 122 | 32 | 3,8 |
Janeiro/2026 | 142 | 16 | 8,9 |
Fonte: RAMA, FETAEMA, LEPENG/UFMA
Os dados revelam um fenômeno preocupante: a concentração da violência. Se em 2025 a média era de 3,8 comunidades atingidas por município, em janeiro de 2026 essa média saltou para quase 9 comunidades por cidade. Isso significa que o veneno está sendo despejado com muito mais intensidade em menos territórios, cercando comunidades e ampliando os danos coletivos.
3. Mapa do Veneno 2026

Fonte: RAMA / FETAEMA / LEPENG-UFMA
4. Perfil das Comunidades Atingidas: Quem são os alvos?
O padrão é claro: o veneno não cai por acaso. Ele atinge, de forma sistemática, os territórios dos povos que historicamente resistem ao avanço do latifúndio no Maranhão.
Territórios Indígenas sob Cerco
Em Grajaú, a Terra Indígena Bacurizinho (povo Guajajara) foi atingida. O território sofre pressão constante do agronegócio que avança sobre o Cerrado e a Amazônia maranhense. Pulverizar veneno sobre terras indígenas é crime previsto na Constituição Federal.
Quilombos Ameaçados
Em São Luiz Gonzaga do Maranhão, três comunidades quilombolas registraram ataques: Mata Burro, Acochadinho e Promissão. Este é um recorte que ilustra uma realidade muito mais ampla. O Maranhão concentra um dos maiores números de comunidades quilombolas do país e, certamente, entre as 142 comunidades atingidas, muitas delas são quilombos. Atingir esses territórios, muitos titulados ou em processo de titulação, configura não apenas crime ambiental, mas racismo ambiental.
Assentamentos da Reforma Agrária e Povoados
Famílias assentadas para produzir alimentos saudáveis recebem veneno sobre seus corpos e plantações. A esmagadora maioria das comunidades são pequenos povoados da agricultura familiar, com nomes que evocam a natureza e a cultura local: Aldeia Bananal, Macacos, Gameleira, Buriti, Quebra Joelho, Mata Fome, Pau D'arco, Frecheiras, Jenipapo, Faveira e tantos outros. São comunidades de agricultores, quebradeiras de coco babaçu e pescadores artesanais.
A Concentração da Violência
Mais da metade das comunidades atingidas em janeiro concentra-se em apenas cinco municípios, formando uma mancha química no mapa do Maranhão:
São Benedito do Rio Preto (27)
Brejo (23)
Milagres do Maranhão (20)
Chapadinha (18)
Barra do Corda (11)
Esta diversidade de territórios indígenas, quilombolas, assentados, agricultores, revela que a guerra química no Maranhão é uma guerra contra os povos do campo, usando o veneno como arma de expulsão, contaminação e extermínio.
5. Lista dos municípios e comunidades atingidas em 2026:
1. Anapurus (10 comunidades): Assentamento Morada Nova, Bairro Aeroporto, Campineira (nascente do rio Preguiça), Comunidade Bandeira, Comunidade Moura, Comunidade Sicura, Lagoa dos Ciganos, Povoado Cocal, São Gonçalo, São José.
2. Bacabal (2): Pau D'arco, Povoado Igapó.
3. Balsas (4): Cajueiro dos Macedos, Fazenda Boa Esperança, Povoado São Cardoso, Povoado São José.
4. Barra do Corda (10): Barro Branco, Centro do Chico Paulo, Centro do Marcelino, Centro do Meio, Centro do Zé Antônio, Lagoa Comprida, Montevideu, São Gonçalo, São José do Mearim, Três Lagoas do Manduca.
5. Brejo (22): Carrapatinho, Centro dos Necos, Centro do Teixeiras, Criulis, Faveira, Forquilha, Gameleira, Lagoa Seca, Macacos dos Faveiras, Macacos dos Vitos, Pacuti, Palestina, Panela, Prata, Santa Cruz, Santa Teresa, São João, São Raimundo, Tabocas, Várzea do Meio, Vila das Almas, Zé Gomes.
6. Chapadinha (17): Alto Bonito, Atoleiro, Buriti dos Boi, Caraíbas, Coroatazinho, Estiva, Guariman, Leite, Macajuba, Mangueira, Manoel Lopes, PA Veredão, PA Vila Borges, Quilombo Vargem do Forno, Santa Fé, Tabuleiro dos Batista, Varjota.
7. Grajaú (7): Aldeia Ariri, Aldeia Bacurizinho, Aldeia Bananal, Aldeia Buritirana, Aldeia Itu, Aldeia Taie, Aldeia Tamarinda.
8. Lago do Junco (1): Haja Pau.
9. Milagres do Maranhão (19): Acampamento, Agência da Mata, Buriti Redondo, Carrapato, Comum, Engenho Velho, Facão, Frecheiras, Jenipapo, Macacos dos Damiões, Mata de Baixo, Mata de Cima, Placa dos Tucuns, Retiro, Santo Antônio, São Roque, São Tomé, Sítio do Meio, Veado Branco.
10. Nina Rodrigues (5): Boa Vista, Cajueiro, Campestre, São Domingos do Chiquito, Zorra.
11. Peritoró (1): PA Santo Antônio dos Veloso.
12. Poção de Pedras (1): Água Branca.
13. São Benedito do Rio Preto (27): Adrião, Alegria, Bacabal, Bacuri, Baixão dos Rocha, Baixinha do Jacó, Baixinha do Lamen, Baixinha dos Carneiros, Barra Grande, Cancela, Capital, Carneiro, Cumbre, Faveira, Guarimã, Juçaral, Macajuba, Piçarra, Quebra Joelho, Quebrinha, Riachão do Caldas, Rio Prata, Santo Antônio, São Domingos, São João, São João do Bau, São José dos Costa.
14. São Luís Gonzaga do Maranhão (3): Quilombo Acochadinho, Quilombo Mata Burro, Quilombo Promissão.
15. São Mateus do Maranhão (12): Água Branca I, Água Branca III, Água Branca IV, Água Branca V, Água Branca VI, Água Preta setor I, Alto Grande, Andirobal, Boas Lamas, Dende, Lago Verde, Vila Nova.
16. Timbiras (1): Povoado Mata Fome.
6. "O Veneno Caiu em Mim": O Caso de Pau D'arco do Igapó
Entre os casos documentados em janeiro, um se tornou símbolo da crueldade e da impunidade: o ataque à família do agricultor Joacy Oliveira Marinho, no povoado Pau D'arco do Igapó, zona rural de Bacabal.
No dia 22 de janeiro de 2026, um drone partiu de uma propriedade vizinha e pulverizou agrotóxico sobre os dois hectares onde Joacy, sua esposa Maria Lecy Martins dos Santos e a filha Ariele dos Santos Marinho de Mesquita cultivam o sustento da família. O veneno atingiu Joacy enquanto trabalhava. "O veneno pegou em mim aqui, eu senti aquele mau cheiro do veneno e foi na hora que eu chamei minha filha: 'tão jogando é veneno aqui'", relatou. Nos dias seguintes, ele enfrentou queimação nos braços e enjoo.
Laudo técnico do engenheiro agrônomo Jerffson Leite Santos constatou fitotoxicidade severa: amarelecimento de folhas, morte de tecidos vegetais, murcha, abortamento de flores e frutos e perda total dos plantios. Os prejuízos diretos ultrapassam R$ 33,5 mil.
O crime não se limitou à roça. Palmeiras de coco babaçu, árvores nativas e um igarapé próximo também foram atingidos. A produção da família abastecia a merenda escolar local.
Judicialização e denúncia à ONU.
O caso foi incorporado à denúncia protocolada pela RAMA no dia 5 de fevereiro de 2026 junto ao Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e à Organização das Nações Unidas (ONU).
A organização enquadra a conduta no artigo 54 da Lei nº 9.605/98 (crime de poluição qualificada), que prevê reclusão de um a cinco anos. O documento enviado à ONU pede:
Chamamento urgente ao Estado brasileiro;
Visita oficial ao Maranhão para ouvir as vítimas;
Suspensão imediata da pulverização aérea e por drones nas cercanias de territórios protegidos.
O Maranhão segue sem um Plano de Vigilância e Atenção à Saúde de Populações Expostas aos Agrotóxicos.
7. Drones: A Nova Fronteira da Guerra Química
Se 2024 foi o ano em que os drones se consolidaram como principal vetor de contaminação (94% dos casos), 2026 começa mostrando a consolidação dessa tendência. O avanço desordenado dessa tecnologia cria um cenário propício para abusos: o mercado é abastecido por novos pilotos sem capacitação adequada e operadores não habilitados, enquanto cresce a presença de "drones fantasmas" (equipamentos não registrados que voam à noite ou em finais de semana justamente para dificultar flagrantes e responsabilizações).
De acordo com levantamento da Deutsche Welle (DW) Brasil , entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025, o número de drones registrados para pulverização na ANAC saltou de 674 para 7.312 no país. No Maranhão, o crescimento foi de 1 para 104 registros no mesmo período . Os dados, no entanto, são de janeiro de 2025. Passado mais de um ano, diante da expansão acelerada da tecnologia e da presença cada vez mais comum dos drones sobrevoando territórios no campo maranhense, é provável que esses números sejam ainda maiores, um retrato do avanço silencioso e pouco fiscalizado dessa nova fronteira química.
Esse aumento exponencial não foi acompanhado pela fiscalização. Em novembro de 2025, o procurador da República Alexandre Silva Soares reconheceu que as fiscalizações são "isoladas ou tardias", produzindo laudos "inconclusivos" porque, entre a denúncia e a chegada das equipes, as provas se dissipam.
A pulverização por drones é particularmente perversa: voam mais baixo, o cheiro é mais forte e a precisão é ilusória. Estudos da Sociedade Chinesa de Engenharia Agrícola mostram que até 55% do volume aplicado pode se espalhar pelo entorno.
8. Atualização do Mapa de 2025: O Silêncio que Não é Paz
No entanto, o trabalho contínuo de escuta das bases e o acolhimento de novas denúncias referentes a 2025 exigiram uma atualização. Mais 12 comunidades relataram ter sido atingidas por pulverizações ao longo de 2025, elevando o total do ano para 122 comunidades em 32 municípios.
As novas comunidades e municípios incluídos no mapa de 2025 são:
Barra do Corda (10): Povoado Três Lagoas do Manduca, Povoado Centro do Zé Antônio, Povoado Lagoa Comprida, Povoado Centro do Chico Paulo, Povoado São Gonçalo, Povoado Centro do Meio, Povoado Centro do Marcelino, Povoado Montevideu, Povoado São José do Mearim, Povoado Barro Branco.
Paulo Ramos (1): Juçaral do Bonfim.
Poção de Pedras (1): Povoado Água Branca.
A queda em relação a 2024 (de 231 para 122) foi interpretada na época como resultado de:
Subnotificação por medo e intimidação das lideranças;
Novas táticas do agronegócio, como pulverizações noturnas e uso de drones fantasmas;
Possível inibição pela pressão das denúncias.
Os dados de janeiro de 2026 e a incorporação dessas 12 novas ocorrências ao mapa de 2025 confirmam a tese da subnotificação: a violência não diminuiu, apenas se tornou mais silenciosa e difícil de documentar. Em momentos de silêncio, quando nenhuma denúncia foi registrada em alguns meses de 2025, hoje se revela como o instante em que o medo e a dificuldade de acesso à canais de denúncia se impuseram.
9. Os Múltiplos Danos da Guerra Química
O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) pontam 20 mil mortes por ano no mundo por intoxicação.
Efeitos agudos: irritações na pele e olhos, náuseas, vômitos, dores de cabeça, fraqueza, tremores.
Efeitos crônicos: perda de memória, aborto, impotência, depressão, problemas respiratórios, alterações no fígado e rins, disrupção hormonal, infertilidade, malformação fetal.
Relação com o câncer: Estudos do INCA e da IARC associam agrotóxicos como glifosato, 2,4-D e atrazina a linfomas, leucemias e câncer de pulmão, próstata e pâncreas .
Pesquisadores alertam para o colonialismo químico (termo cunhado pela geógrafa Larissa Bombardi): limites de resíduos no Brasil são centenas de vezes superiores aos da União Europeia, expondo a população a riscos muito maiores.
Ao meio ambiente, os venenos contaminam solo, água e ar, como visto em quilombos de Mato Grosso onde rios e tanques de peixes foram contaminados, ameaçando a principal fonte de alimento e renda. A morte massiva de abelhas, mais de 500 milhões em 2019, compromete a polinização, e herbicidas como glifosato degradam o solo, eliminando organismos vivos e liberando carbono, agravando as mudanças climáticas.
Na segurança e soberania alimentar, a contaminação atinge diretamente a produção local. Comunidades perdem suas roças como as de mandioca, feijão e hortaliças, destruindo sua autonomia e ameaçando sementes crioulas. As 142 comunidades de janeiro abasteciam feiras e merenda escolar. O veneno é um ataque direto à alimentação saudável no estado.
Economicamente, os prejuízos são imediatos e devastadores, como no caso de Pau D'arco do Igapó (Bacabal). Em todo o país, agricultores amargam perdas, endividamento e abandono de atividades, além dos danos imateriais: adoecimento, impossibilidade de beber água por estarem contaminadas e a sensação de abandono pelo poder público.
10. Agroecologia: O Caminho que Também é Impactado pelo Veneno
A agroecologia é o caminho para uma agricultura que alimenta, preserva e cura. Mas a deriva dos agrotóxicos, que pode espalhar até 55% do volume aplicado para além da área alvo, não respeita cercas, nem certificações orgânicas.
O que a agroecologia representa:
Segurança alimentar: produção de alimentos diversos e saudáveis.
Preservação ambiental: proteção do solo, da água e da biodiversidade.
Justiça social: fortalecimento da agricultura familiar, quilombola e indígena.
No entanto, a consolidação da agroecologia como modelo produtivo sustentável é diretamente comprometida pela deriva de agrotóxicos proveniente de áreas vizinhas. Entre as 142 comunidades impactadas em janeiro de 2026, parcela significativa é composta por uma agricultura familiar que desenvolvem sistemas de base ecológica, cujas lavouras, recursos hídricos e áreas de extrativismo são contaminados pela pulverização aérea.
Esse cenário evidencia a sobreposição de um modelo agrícola químico-dependente sobre territórios dedicados à produção de alimentos saudáveis, configurando não apenas prejuízos econômicos e ambientais, mas também violação do direito à segurança alimentar, ao meio ambiente equilibrado e à manutenção de modos de vida tradicionais.
11. Conclusão: Genocídio Químico e Impunidade Estrutural
Os números são inequívocos: o Maranhão vive uma guerra química declarada contra seus povos. Os 142 casos registrados apenas em janeiro de 2026 não são uma anomalia estatística, mas o retrato de um modelo econômico que utiliza o veneno como instrumento de expulsão, controle e extermínio. A atualização do mapa de 2025, que agora com 122 comunidades em 32 municípios, prova que a subnotificação funciona como engrenagem da impunidade.
Enquanto o agronegócio expande suas fronteiras, o poder público se omite. A falta de fiscalização, a demora nas perícias, a ausência de atendimento às vítimas e a impunidade dos responsáveis formam um ciclo perverso que permite a repetição dos ataques.
As organizações signatárias reafirmam o compromisso com a defesa dos territórios e cobram:
Resposta imediata do Estado brasileiro à denúncia enviada à ONU;
Fiscalização efetiva e em tempo real das operações com drones, com identificação e punição dos responsáveis;
Implementação urgente do Plano Estadual de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA), para populações expostas a agrotóxicos;
Aprovação de leis municipais e estadual proibindo a pulverização aérea de agrotóxicos, seguindo o exemplo de municípios maranhenses como Timbiras, Caxias e Barreirinhas e do Estado do Ceará;
Apoio e proteção às comunidades que denunciam, com garantia de não represália a lideranças e famílias ameaçadas..
A guerra química no Maranhão precisa parar. Queremos territórios livres de veneno.
Expediente
Monitoramento e dados: RAMA, FETAEMA, LEPENG/UFMA
Textos e análise: (RAMA)
Contato para denúncias: WhatsApp (98) 98522-2988



Comentários